25 de outubro de 2021

Ratinho vai sair? Relembre os clássicos novelões mexicanos que marcaram as noites do SBT

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A audiência do Programa do Ratinho está indo de mal a pior: na última quinta-feira do mês de setembro, fechou índices pífios de apenas 4,3 pontos. Antes, a atração era vice-líder absoluta e, atualmente, além da audiência, a pressão nos bastidores vem causando polêmica.

De acordo com o NaTelinha, Ratinho estaria insatisfeito com a sua produção e procurando culpados para o problema, instaurando uma crise. Esse burburinho vem fazendo aumentar os rumores de que o SBT quer deslocar o programa para outro dia e horário de exibição.

Pesa-se contra isto o anúncio feito nesta semana pelo canal, em que estreará a nova versão de A Usurpadora no horário noturno e entre as novelas brasileiras. Rumores dão conta de que se trata de um teste, para oficializar de uma vez por todas a saída de Ratinho.

Com esta possibilidade, veja alguns exemplos de novelas mexicanas exibidas no horário noturno do SBT e fizeram sucesso:

Maria Mercedes

No ano de 1996, o SBT deu início a chamada trilogia das Marias (Maria Mercedes, Marimar e Maria do Bairro), todas com Thalía no protagonismo. No caso de específico de Maria Mercedes, ela sucedeu uma novela brasileira de grande sucesso na emissora de Silvio Santos em que se intitulava Antônio Alves Taxista.

Elenco de Maria Mercedes (Foto: Divulgação)

Na época de sua exibição, o jornal Folha de S. Paulo noticiou que o sucesso da primeira trama das Marias fez tanto sucesso que superava a audiência das novelas próprias do SBT. Os picos superavam a marca dos 12 pontos no horário nobre das 20h.

Marimar

Pegando o embalo na primeira novela da trilogia das Marias, Marimar atingiu índices avassaladores de audiência. Chegou com a meta discreta de manter ou pelo menos atingir os 7 pontos e, ao longo de sua exibição, surpreendia com os recordes.

Thalía protagonizou Marimar (Foto: Reprodução)

Em seu melhor momento, ultrapassou a casa dos 20 pontos. Teve média geral de 17 pontos e incomodou bastante a novela das sete da Globo, tanto é que a emissora carioca comprou os direitos de exibição da trama assim que pôde e a lançou em seu streaming, o Globoplay.

Maria do Bairro

Apenas o fato de ser uma recordista de reprises pode explicar por si só que Maria do Bairro deu muito certo. Sua estreia aconteceu no SBT em 19 de fevereiro de 1997, cerca de dois anos após o lançamento em seu país de origem. Depois disto, foi reapresentada por cinco vezes.

Cena de Nandinho e Maria do Bairro (Foto: Reprodução)

Segundo a colunista Fernanda Lopes, o fato de Maria do Bairro discutir os lixões foi um ponto forte da história, mas que desencadeou outras questões: “A trama (e o relacionamento conturbado com o ator Fernando Colunga, que fazia seu par romântico) tornou Thalia ainda mais famosa, o que também influenciou em crises de depressão da atriz e cantora. As visitas ao lixão também abalaram os outros atores da trama, que fizeram doações para catadores reais do local”.

O Privilégio de Amar

Empolgada com os bons resultados do modelo de exibição do Canal de Las Estrelas, o SBT resolveu repetir a dobradinha ocorrida no México entre A Usurpadora e O Privilégio de Amar. Só que, no caso do Brasil, o cenário foi diferente.

O Privilégio de Amar substituiu A Usurpadora no SBT (Foto: Divulgação)

Enquanto no México esta novela fez mais sucesso que A Usurpadora, os brasileiros seguiram o efeito contrário. Ainda assim, O Privilégio de Amar se destacou com os bons índices atingidos na faixa das 20h30 no SBT, tendo seu último capítulo atingido média de 24 pontos.

A Usurpadora

Enquanto Ratinho está sendo ameaçado pelo retorno de A Usurpadora em uma versão repaginada, A Usurpadora de 1998 foi responsável por ameaçar a líder de audiência em diversas praças. É por isto que a novela foi reapresentada por diversas vezes e, em sua maioria, obtendo bons resultados. Mas, nada se assemelha ao que aconteceu quando o folhetim estreou no Brasil.

Paola e Paulina eram as personagens principais de A Usurpadora (Foto: Divulgação)

A história de Paola e Paulina marcava facilmente índices na casa dos 20, 21 pontos, algo considerado semelhante aos índices das novelas das seis da Globo. A diferença entre os globais e Silvio Santos foi o custo que o empresário teve para atingir índices tão expressivos. Os capítulos de A Usurpadora giram em torno dos 30 mil reais, enquanto a Globo em suas novelas das seis com a mesma audiência do dramalhão mexicano desembolsava em torno de 70 mil reais por capítulo.

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