Polícia Federal é acionada na apuração de possível crime de desobediência na greve dos rodoviários em São Luís

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Justiça determinou nessa quinta-feira (21) o retorno imediato de 90% dos coletivos em São Luís, após a greve deflagrada pelos motoristas de ônibus.

O desembargador federal do Trabalho, Francisco José de Carvalho Neto, também determinou o envio de ofícios à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal em decorrência de possível ato de desobediência, e outros virtuais tipos penais, caso não haja cumprimento da decisão judicial.

O prazo máximo dado pelo desembargador para a volta dos coletivos às ruas é até as 23h59 de ontem. A partir desse horário já seria caracterizada a desobediência. Os grevistas também estão sujeitos a bloqueio judicial no valor de R$ 50 mil, por dia.

A Prefeitura de São Luís, autora de pedido contra o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (STTREMA), Sindicato das Empresas de Transporte (SET) e consórcios de transporte e Viação Primor, afirma que a greve foi levada ao clímax e a cidade encontra-se sem qualquer prestação do serviço de transporte coletivo.

Por outro lado, os rodoviários afirmam que os donos das empresas não cumprem com uma Convenção Coletiva de Trabalho que prevê uma série de direitos aos motoristas, por parte das empresas de transporte.

A categoria reivindica, além do reajuste nos salários, uma jornada de trabalho de seis horas, tíquete-alimentação no valor de R$ 800, manutenção do plano de saúde e a inclusão de um dependente, e concessão do auxílio-creche para trabalhadores com filhos pequenos.

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