“Temperamento não latino”: Casal iraniano é condenado à morte por adultério

7 de novembro de 2021 Por Sólon Vieira 0
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A suprema corte do Irã na capital Teerã manteve as sentenças de morte por adultério contra um homem de 27 anos e sua amante, 33 anos, depois que o sogro do homem negou clemência. De acordo com o Daily Mail, a mulher traída apresentou à polícia evidências em vídeo da infidelidade de seu marido no início deste ano e pediu aos tribunais que poupassem a dupla da pena de morte.

Mesmo assim, seu pai exigiu que a sentença de morte fosse imposta e o tribunal julgasse em seu favor, informou o jornal reformista Shargh.

A lei iraniana prevê que, se a família da vítima perdoar o acusado em um crime capital, o condenado pode ser perdoado ou condenado à prisão. Segundo a interpretação da lei islâmica Sharia em vigor desde a revolução do Irã de 1979, o adultério é punível com apedrejamento.

No entanto, Teerã mudou a lei em 2013 para permitir que os juízes ordenem um método alternativo de execução, geralmente enforcamento. Não ficou claro que forma de execução o tribunal ordenou no último caso.

De acordo com o grupo de direitos humanos Anistia Internacional, o Irã realizou 246 execuções no ano passado, apenas uma em público. Não foi divulgado o número de atos cometidos por adultério, informou ainda a publicação.