O valor da cesta básica em São Luís teve aumento de 0,61 % nos últimos meses

9 de novembro de 2021 Por Sólon Vieira 0
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Para garantir condições básicas, uma família de dois adultos e duas crianças deveria ter um salário equivalente a mais de R$ R$ 5.886,50 em outubro, mostrou a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada hoje pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Atualmente, o piso nacional é de R$ 1.100,00. O valor calculado agora é quase R$ 200 maior do que o calculado um mês atrás na mesma pesquisa feita pelo Dieese.

A alta no valor, segundo o Dieese, foi consequência do aumento no custo médio da cesta básica em 16 de 17 cidades pesquisadas. Na comparação com o mês anterior, apenas em Recife o valor médio da cesta básica teve queda, de 0,85%. Já quando os preços são comparados com o mesmo mês do ano anterior, todas as cidades avaliadas tiveram alta. As capitais com as maiores altas no último mês foram Vitória (6%), Florianópolis (5,71%), Rio de Janeiro (4,79%), Curitiba (4,75%) e Brasília (4,28%). A cesta básica mais cara em números absolutos foi encontrada em Florianópolis, onde ela custa R$ 700,69 em média. A capital catarinense é seguida por São Paulo (R$ 693,79), Porto Alegre (R$ 691,08) e Rio de Janeiro (R$ 673,85). O salário mínimo ideal é calculado com base na cesta básica mais cara. No caso de outubro, a de Florianópolis. A capital São Luís não foi incluída na pesquisa.

O valor da cesta básica em São Luis no mês de abril atingiu o valor de R$ 190,18. De acordo com os cálculos do Instituto de Estudos Socioeconômicos Cartográficos (Imesc), em relação ao mês de março, a cesta básica teve um acréscimo de R$ 1,16, o que equivale a uma variação de 0,61 %. O presidente do Imesc, Fernando Barreto, enumerou que os principais produtos que ocasionaram essa elevação foram o feijão 15,8%; leite 6,1%; tomate 5,6%; farinha 5,5%; e açúcar com 1,7%.

“O consumo das famílias aumentou muito em relação aos outros anos e é um fato que aconteceu desde 2018, o mercado de proteína animal internacional vem sofrendo com o reajustes a quatro anos e isso impacta diretamente o consumidor. E com todo esse aumento da inflação acaba sobrando para o consumidor o peso de optar o que comer.” disse o Matheus Farias – técnico do IMESC.

De acordo com o levantamento do Imesc, o trabalhador que ganha um salário mínimo por mês compromete 37,3% de sua renda na aquisição dos 12 produtos que compõem a cesta básica: carne, leite, feijão, arroz, farinha, tomate, pão, café, banana, açúcar, óleo e manteiga e são necessárias 82 horas e 2 minutos de trabalho para a compra desses produtos levando-se em consideração uma jornada de trabalho de 220 horas mensais. Dessa forma, explica Barreto, restam 62,7% do seu salário para outras despesas como habitação, vestuário, transporte, higiene e lazer.