Marília Mendonça: filha de piloto diz que vai processar empresa de energia elétrica mineira

18 de novembro de 2021 Por Sólon Vieira 0
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Vitória Medeiros, de 19 anos, filha mais velha do piloto Geraldo Medeiros Júnior – que pilotava o avião que caiu em Piedade de Caratinga, no Vale do Rio Doce, matando cinco pessoas, entre elas a cantora Marília Mendonça – disse que vai processar a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). A afirmarção foi feita nesta quarta-feira (17/11) por meio do Instagram.

A aeronave atingiu uma linha de distribuição da empresa antes de cair em uma cachoeira, a cerca de 4 km do aeroporto de Caratinga,  em 5 de novembro. Além da cantora goiana e do piloto, outras três pessoas morreram no acidente: o copiloto, Tarciso Viana; o produtor Henrique Ribeiro; e o tio e assessor de Marília, Abicieli Silveira Dias Filho.
No Instagram, Vitória atribui o desastre à falta de sinalização da Cemig para a presença de linhas de distribuição. “Se tivesse essa sinalização, tudo poderia ser diferente e isso vai ser importante principalmente para proteger a vida de outras pessoas caso haja uma emergência”, postou a jovem.

Zona de proteção

Por meio de nota, a Cemig argumentou que a sinalização por meio de esferas na cor laranja é exigida para torres em situações específicas, entre elas estar dentro de uma zona de proteção de aeródromos, o que não é o caso da torre atingida pelo avião que transportava a cantora. 
“Reiteramos que a Cemig segue rigorosamente as Normas Técnicas Brasileiras e a regulamentação em vigor em todos os seus projeto”, diz o texto. 

Veja a nota na íntegra

“A Cemig esclarece que a Linha de Distribuição atingida pela aeronave prefixo PT-ONJ, no trágico acidente de ontem, está fora da zona de proteção do Aeródromo de Caratinga, nos termos de Portaria específica do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), do Comando da Aeronáutica Brasileiro (como mostra imagem já divulgada pela Cemig). Reiteramos que a Cemig segue rigorosamente as Normas Técnicas Brasileiras e a regulamentação em vigor em todos os seus projetos. A sinalização por meio de esferas na cor laranja é exigida para torres em situações específicas, entre elas estar dentro de uma zona de proteção de aeródromos, o que não é o caso da torre que teve seu cabo atingido. As investigações das autoridades competentes vão esclarecer as causas do acidente. A Companhia mais uma vez lamenta esse trágico acidente e se solidariza com parentes e amigos das vítimas.”